A Colina não é sua casa. Nem seu trabalho. É um território neutro, sem conflito de interesses. É só pra sentir. Pensar. Impulsionar. E por que não, escapar?
Mas não. Esse não é o lugar da fuga, por mais que possa parecer. O que a gente busca aqui é o oposto: a qualidade da atenção. A presença de verdade.
Aqui não entra algoritmo frenético. Disputas ideológicas. Verdades fechadas. Aqui é outra coisa.
É para fazer perguntas. Se descobrir, descobrir o outro. Entrar na roda. Um dia ser aluno-professor. No outro, ser professor-aprendiz.
É pra quem quer parar de fugir da vida, e começar a viver dentro dela.
Não me leve a mal, mas se você é do tipo que quando faz um bolo em casa só pensa em postar ele nas redes, esse lugar não é para você.
Entenda: aqui é para quem quer fazer o bolo e lamber a colher no meio da receita. Sentir o cheiro invadir a casa. Montar a mesa com flores bonitas. Valorizar o prato escolhido, saborear cada garfada e depois, claro: postar uma foto.
Porque nós não somos contra a modernidade, pelo contrário, queremos discutir e usufruir dela. Mas queremos — primeiro — valorizar a vida. Os aprendizados. Os afetos.
Finalmente entendi: queremos explorar e ocupar tudo aquilo que somente um coração humano (e sincero) poderia enxergar.
Essa é nossa escola-comunidade. Para o presente, e para o que vem depois. A Colina é, antes de tudo, uma declaração de amor à vida.
O convite é de construir, juntas, algo que valha a pena lembrar. Vamos?